Familia Rodante (2004)
“Familia não se escolhe”. Esse clichê é ótimo para descrever qualquer filme que procura explorar a dinâmica dessa instituição, um bando de estranhos que compartilha DNA. Uma das mais belas análises é o argentino Familia Rodante.
Como o nome sugere esse é um road-movie, tipo de filme perfeito para se explorar relações familiares vide os diversos longas que seguem esse estilo Pequena Miss Sunshine, Transamerica, Viagem a Darjeeling. Todos colocam os membros de uma familia em uma situação inusitada e assim exploram as suas relações, para tal eles seguem uma estrutura básica de roteiro.

A convocação:
Tudo começa com um convite, no caso para um casamento. Emilia a matriarca da familia é convidada para ser a madrinha no casamento de sua sobrinha e decide levar toda a familia junto. Assim filhos, netos, bisnetos e uma amiga se apertam dentro de um trailer para atravessar a Argentina. Nesse começo somos apresentados aos personagens e já é possível percebermos certas ações como o romance entre os primos.
A viagem:
Problemas com o motor, uma dor de dente, um vira-lata, mosquitos e o calor são uns dos problemas que complicam a segunda e maior parte do longa. Aqui devido às condições em que estão os nervos e emoções afloram. Antigos romances vem a tona, novos se formam, conflitos são olhados de frente numa ótica realista, os problemas não desaparecem com um passe de mágica, mas podem ser trabalhados.
A chegada:
Finalmente chegamos ao destino, um pequeno e simples casamento na cidade natal da matriarca. Agora no calor da festa e celebração desavenças são postas em segundo plano. A familia aproveita para comemorar, mas sem deixar de pensar sobre o que virá a seguir, como lidar com os problemas que se mostraram na viagem.
Familia Rodante faz um retrato sincero e puro das relações familiares. Eles não são perfeitos e tambem não são as aquelas familias completamente disfuncionais, são simplesmente uma familia com falhas e acertos ponto.


