Transformers (2007)
Ano passado foi o ano das trilogias. Piratas do Caribe, Shrek, Treze Homens… Mas entre seqüências e seqüências um dos melhores blockbusters era um primeiro episdio. Primeiro porque o segundo ja está em andamento. A versão cinematográfica dos robôs que viram veículos, Transformers.
Uma pequena explicação para quem não sabe do que estou falando. Na década de 1980 a Hasbro lançou uma linha de brinquedos na qual veículos (carros, aviões, tanques) se transformavam em robôs. Para promover esses bonecos, a companhia investiu em quadrinhos e desenhos animados que contassem a história desses personagens. A história conta que muito tempo a trás, no distante planeta Cybertron dois grupos entraram em guerra, o que levou a destruição desse mundo. De um lado estavam os nobres Autobots, liderados por Optimus Prime, do outro os cruéis Decepticons, comandados por Megatron. Com o tempo essa disputa chega a Terra.

No longa a guerra começou com o desejo de Megatron em controlar o “Allspark”, uma fonte de energia capaz de dar vida a aparelhos eletrônicos. Esse objeto de incrível poder cai na terra e traz junto consigo a guerra dos Tranformers. A chave para encontrá-lo é o jovem Sam Witwicky (Shia LaBeouf), que está tentando vender antigos objetos do seu avô para juntar dinheiro e comprar seu primeiro carro. O que ele não sabe é que esses itens do antepassado escondem a chave para o poderoso artefato.
Aqueles que não viram ou vieram depois do fenômeno Transformers não precisam se preocupar porque não é necessário qualquer conhecimento prévio para entender o filme. Mas aqueles que lembram daqueles tempos têm um prato cheio pela frente já, que o filme faz diversas referencias as antigas séries.
O filme não é perfeito, mas os acertos da produção compensam qualquer erro. Começando pelos atores principais LaBeouf, o novo queridinho de Hollywood, e Megan Fox, uma Paula Toller do cinema. O roteiro equilibra, magistralmente, momentos de humor e ação. Humor que vai desde robôs gigantes tentando se esconder, até ácidas críticas ao governo americano. A ação não preciso nem fala, perseguições de carro, batalhas de robôs, muita explosão. Os robôs são um espetáculo à parte, desenvolvidos pela ILM de George Lucas, são incrivelmente ágeis, com milhares de partes se movendo nas transformações.
Todo esse circo foi coordenado pelo diretor Michael Bay. Junto com ele Steven Spielberg, o produtor. Os dois mostraram que mesmo um projeto pouco acreditado no início pode se tornar um dos maiores lançamentos do ano.


