Estômago (2007)
MONTEVIDÉU, 30 Mar 2008 (AFP) – O filme brasileiro “Estômago”, dirigido por Marcos Jorge, ganhou neste domingo o prêmio de melhor filme latino-americano do XXVI Festival Cinematográfico do Uruguai.AFP
E parece que uma das sensações do ano passado o cult O Cheiro do Ralo está contruindo escola. Depois de ganhar um porção de prêmios em festivais nacionais e internacionais o discipulo do longa de Heitor Dhalia, Estômago, volta ao país para sua estréia oficial.

Inspirado no conto “Presos pelo Estômago” de Lusa Silvestre, o longa acompanha o recém chegado a cidade grande Raimundo Nonato. Um migrante que chega sem dinheiro e sem ter um lugar onde cair morto, mas encontra perspectiva no cozinha de um boteco de esquina.
Explorado pelo dono do lugar ele aprende a fritar coxinhas melhores que seu “professor”. Esse talento natural não passa despercebido e logo ele tem a chance de ser aprendiz em um restaurante italiano da região, ao mesmo tempo em que construí uma relação com uma prostituta, ela entra com o sexo e ele com a comida.
Enquanto isso mais a frente na historia Nonato usa seus talentos culinários para sobreviver dentro da prisão. Os dois planos da historia (prisão e liberdade) vão se intercalando de forma que o porquê de Nonato estar na prisão só seja esclarecido no final do filme.
Como dito no começo do texto esse é o Cheiro do Ralo desse ano. Um filme de qualidade que não precisa entrar na favela para se mostrar brasileiro. Ele usa outros elementos da cultura caso da coxinha, um elemento principal no inicio do filme, que se não me engano só existe por aqui mesmo.
A propaganda promove o filme como “uma fábula adulta sobre poder, sexo e culinária” e isso resume bem. Aliado a um bom Humor negro, ótimas atuações em uma historia divertida e inteligente. É um filme como diria Maysa, saboroso!


