Art Brut – It’s a Bit Complicated (2007)
16 de setembro, de 2006. Festival Motomix. A grande estrela da noite são os escoses do Franz Ferdinand. É a segunda passagem da banda pelo país. Mas antes da trupe de Alex Kapranos subir ao palco outro grupo do velho continente conquistou o público. Fazendo um rock ironico e irreverente o Art Brut deu inicio a catarse que só iria terminar depois de um momento olodum dos escoses.
Até esse show o Art Brut não era muito conhecido na terra do samba, e mesmo depois continuo sendo uma banda semi-conhecida. Uma categoria injustiçada, mas que persiste.
O grupo atingiu reconhecimento internacional em 2005 com o primeiro álbum “Bang Bang Rock & Roll”. Seguindo a tendência de outras bandas de art – rock que faziam a cabeça das pessoas como Franz Ferdinand e Kaiser Chiefs o quinteto inglês não apresentava uma sonoridade inovadora, mas conseguiu se destacar do mar de mesmice graças ao seu carismático Eddie Argos. Responsável pelas letras e dono de um modo de cantar único, se é que pode ser chamado de cantar, Argos é o gordinho simpático que você queria como amigo.
Juntão-se a ele mais quatro músicos: Ian Catskilkin (guitarra); Freddy Feedback (baixo); Mikey Breyer (bateria); Jasper Future (stage craft). Cada um com um estilo visual único parece que a banda é montada com restos de outras.
No ano passado lançaram seu segundo disco “It’s a Bit Complicated”. Quem mantém a mesma forma do primeiro. Extremamente baseado no modo de cantar de Argos e em suas letras que se assemelham a crônicas cotidianas da juventude.
Irônico, irreverente e único o Art Brut se destaca como uma das poucas bandas que não procura levar a vida a sério. Um humor que anda em falta na música atual.
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