Juno (2007)

2008 Fevereiro 11

we won’t stop until somebody calls the cops
and even then we’ll start again and just pretend that
nothing ever happened

Loose Lips – Kimya Dawson

Mãe, esposa, cantora e compositora de músicas suaves e com temáticas adolescentes sem cair nos maneirismos de sempre. Essa é Kimya Dawson a revelação de filme independente do momento.

Americana de nascença a cantora faz parte do grupo The Moldy Peaches, cuja música “Anyone Else But You” é a principal na trilha sonora de Juno. O grupo de Nova York atualmente passa por um período de descanso. Nesse meio tempo Kimya já lançou cinco álbuns solos por gravadoras independentes. E foi desse período que saíram as cinco músicas presentes na trilha sonora do filme.

Além do anti-folk de Kimya e do Moldy Peaches o filme é dominado por artistas do mundo do indie-rock como Belle & Sebastian e Sonic Youth. E é esse tom, indie-rocker, que transpira da trilha para o filme, ou vice-versa.

O longa percorreu um caminho parecido com o de Pequena Miss Sunshine (2006), saindo do circuito independente americano para conquistar platéias mundo a fora e, até uma vaga no Oscar. Ambos alcançaram essa proeza graças ao roteiro e suas ótimas atuações.

Ellen Page concorre ao Oscar no papel da jovem sabe-tudo, Juno MacGuff, que tem de enfrentar uma gravidez indesejada resultado de uma noite entediante com seu melhor amigo, Paulie Bleeker, interpretado por Michael Cera.

A espera pelo bebê e o seu destino ocupam os 96 min do filme. E claro, junto com a criança vem o crescer que no fundo é o tema do longa. Uma historia simples e diálogos inteligentes e rápidos são capazes de extrair ótimos momentos de comedia e beleza da situação, diríamos inconveniente.

As atuações tanto da protagonista quanto do resto do elenco são o carro chefe do filme. J. K. Simmons, o J. Jonah Jameson da trilogia do Homem-Aranha, está ótimo como o pai de Juno. O longa ainda conta com a participação especial de Rainn Wilson, o Dwight do sitcom americano The Office.

Ótimos atores, boa trilha e uma historia que presa pela simplicidade. Provavelmente não vai ganha o Oscar, mas quem se importa com os velhos da academia.

Não ha comentários

Deixe uma resposta

Note: You can use basic XHTML in your comments. Your email address will never be published.

Assine o feed destes comentários via RSS