Sejamos honestos, Trainspotting é um filme de culto, fazendo apologias as drogas ou não. Prova disso é que existem no Orkut cerca de 27 comunidades relacionadas ao filme, sendo que a maior delas tem mais 35 mil membros.
Em um subúrbio de Edimburgo, jovens sem perspectivas mergulham no submundo das drogas para fugir do cotidiano medíocre. Renton (Ewan McGregor) junto com seus amigos é um desses jovens entediados. Mas um belo dia decide se livrar da heroína. O filme acompanha a rotina alucinante dos garotos e traça um retrato da geração desesperançada dos anos 90.
O longa é baseado no livro homônimo do escritor Irvine Welsh. O autor lançou em 2006 a continuação, Pornô, que se passa 10 anos depois do original. Já existem planos para a adaptação do livro. Na história, Sick Boy quer abrir uma produtora de filmes pornôs. Para conseguir isso, convida para a sociedade Mark Renton, dono de um club em Amsterdã; Nikki, uma estudante problemática, e o fracassado vendedor de bebidas, Juice Terry. Mas o desajustado e perigoso Frank Begbie está prestes a sair da prisão.
Esse filme marcou toda a geração dos anos 90. Tendo um impacto no cinema semelhante ao que Nirvana teve na música, pelo menos para a cultura jovem.
Como eu sou uma pessoa bem pontual, só levei onze anos para ver o filme. Mas não foi uma decepção, o filme continua interessante mesmo com esse lapso de tempo. Junto com Réquiem para um Sonho eles são os melhores “junk-movies” realizados.
O longa adquiriu importância não apenas pelo culto que se formou ao seu redor, mas também por revelar ao mundo o diretor Danny Boyle e o ator Ewan McGregor. Esse foi o seu filme da maior repercussão de Boyle, ele realizou outros bons filmes ao longo da sua carreira, mas nada comparado a esse. A dupla ainda trabalhou junto em Por uma vida menos ordinária.







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